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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

REFLEXÕES SOBRE O PLANEJAMENTO

A atividade proposta no enfoque 8, "Reflexões sobre o planejamento", propôs questões que nos levassem a analisar o plano de aula que elaboramos para a interdisciplina de Linguagem e Educação. Esta análise nos levou a refletir sobre alguns aportes teóricos de Maria Montessori e Célestin Freinet, relacionando-os com os estudos dos temas geradores teorizados por Freire. A partir destes estudos posso afirmar que mais do que nunca o papel do professor precisa ser revisto e reestruturado, buscando atingir efetivamente os objetivos primordiais da escola contemporânea que é formar sujeitos capazes de ir em busca do conhecimento disponível em toda a parte e, empregar o conhecimento para a melhoria de sua vida e da sociedade. Portanto, planejar seu trabalho o professor deve considerar se o tema escolhido é, entre outros aspectos:
  • importante e relevante para o aluno
  • desperta e satisfaz sua curiosidade
  • parte do diálogo com ele e o motiva
  • contribui para a sua vida
  • é acessível, pertence ao seu cotidiano
  • desencadeia outras possibilidades de projetos de estudo
Ao pensarmos nosso trabalho pedagógico temos que ter um pouco de Montessori, que preocupou-se em elaborar materiais concretos e recursos didáticos que permitissem a construção do conhecimento do aluno. Também um pouco de Freinet, que teorizou a educação interdisciplinar, utilizando recursos da realidade do aluno, como o seu próprio ambiente, saída de campo, registro dos conhecimentos através do jornalzinho da turma e os "cantinhos do saber" na sala, onde o aluno poderá aprender e socializar suas aprendizagens.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

NARRATIVA DA CRIANÇA

Na interdisciplina de Linguagem e Educação realizei uma experiência simples, mas significativa: gravar uma criança narrando uma história. Simples porque as crianças gostam de contar histórias e hoje com câmeras digitais fica fácil gravar pequenos vídeos. Por que significativa? Bem, ouvir a narrativa e pensar em como a criança vem desenvolvendo a oralidade fez da experiência algo interessante, uma boa aprendizagem, levando em consideração que eu não sabia da relação entre o faz de conta do pensamento infantil e a maneira de apreender o mundo e elaborar os sentimentos, uma característica marcante da criança antes dos 6 ou 7 anos. Também aprendi que a criança pequena não tem a intenção de mentir, mas que ela fantasia suas narrativas reais, incluindo relatos de histórias ouvidas ou vista em desenhos e filmes, apresentando um sincretismo, associando à realidade elementos imagéticos segundo critérios pessoais motivados pela afetividade, observação e imaginação.

http://patilopes.pbworks.com/video-linguagem


terça-feira, 22 de setembro de 2009

LETRAMENTO EM QUESTÃO

Importante esta abordagem da linguagem através dos modelos de letramento, apesar de ser este um termo ainda em estudos pela sua complexidade e variedade de estudos que nele se enquadram.
Embora já tivesse um conhecimento superficial sobre letramento como um conceito que vem abranger algo mais do que a alfabetização - aquisição do código de leitura e escrita - para a valorização dos conhecimentos adquiridos fora da escola e que permeiam o espaço social dos alunos.
Na leitura do texto "MODELOS DE LETRAMENTO E AS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO NA ESCOLA", compreendi melhor que letramento abrange muito mais do que a prática de leitura e escrita, devendo levar em conta os agentes de letramento social como a família, a igreja, a rua, o local de trabalho das pessoas. Outro aspecto significativo que o texto apontou foi a abordagem das leitura a partir da oralidade dos alunos, como interlocutores se aproximariam mais do reconhecimento dos diferentes gêneros literários.
Por isso registrei num trabalho de Linguagem que " se faz necessária na aquisição da leitura e da escrita uma prática que possibilita uma leitura crítica da realidade, que se constitua como um instrumento de resgate da cidadania e reforce o engajamento do cidadão nos movimentos sociais em busca de melhoria da qualidade de vida e transformação social."Em minha prática como educadora me esforço em valorizar a cultura dos meus alunos, bem como os conhecimentos deles ao elaborarmos textos coletivos, trazerem informações da família sobre os assuntos em estudo e permitindo a participação deles nas aulas. Mas sei que ainda preciso me desvincular mais do modelo de letramento dominante, com o qual fui letratada e consequentemente repasso aos alunos, principalmente ao me preocupar muito com os conteúdos determinados para a série/ano, mas aos poucos vou revendo e modificando minha prática, a medida que estou tendo mais suporte teórico para me apoiar nas mudanças.