domingo, 11 de abril de 2010

OBJETIVO PESSOAL EM RELAÇÃO AO ESTÁGIO

Um dos ítens a ser descrito no projeto de estágio é sobre o(s) meu(s) objetivo(s) pessoal(is) em relação ao estágio. Meus objetivos são muitos:

- concluir o curso com sucesso
- valorizar-me como profissional
- inovar, criar, fazer e acontecer com suporte teórico
- aplicar o conhecimento teórico adquirido para compreender melhor os alunos e acompanhar as mudanças com relação as expectativas que trazem para a escola
- utilizar as tecnologias da informação e comunicação como ferramentas de ensino eficazes na aprendizagem dos alunos
- tornar o espaço da sala de aula um ambiente atrativo para os alunos aprenderem com prazer

Estes são os mesmos objetivos com que iniciei o curso, porém agora, durante o estágio, estarei concretizando as aprendizagens adquiridas durante o curso, que de forma teórica supriram minhas expectativas em relação ao PEAD. Veremos então, até que ponto, elas serão adequadas na prática e na realidade dos meus alunos e da minha escola ou as adaptações que terei que fazer para que o sucesso do estágio se efetive.

sábado, 10 de abril de 2010

...ESTÁGIO, ESTÁGIO...

É só isso que se passa em minha cabeça, estou neste momento sentada em frente ao computador, sei que tenho que elaborar meu plano de estágio e ainda postar a programação da semana no pbworks, mas ainda não consegui organizar as tantas idéias que já tive sobre o que e como pretendo realizar as atividades neste período de estágio. Estou toda tensa.
Primeiro pensava que todo o estágio deveria ser somente com PAs, agora, conforme conversamos na reunião com o professor e tutor orientador do estágio, não é isso, o PA é uma das arquiteturas pedagógicas que podemos utilizar durante o estágio, mas existem outras, como o uso da internet, de recursos digitais, de interdisciplinariedade e que, além dessas arquiteturas, podemos seguir o calendário da instituição, sendo que nem todas as atividades diárias e semanais serão só com arquiteturas pedagógicas, em parte fiquei mais aliviada.
Bem ... agora tenho que rever o esquema que fiz no pbworks que está todo errado, pois estava planejando o estágio todo em cima de PA, vamos lá... tenho que conseguir me concentrar e colocar em ação as aprendizagens que tive durante o curso e empregar na prática diária arquiteturas pedagógicas que favoreçam a aprendizagem dos meus alunos com autonomia, cooperação, autoria e que respeite também suas curiosidades e desejos de aprender.
A propósito, tenho que fazer uma crítica... Eu, assim como outras colegas não estava a par das datas do estágio, pois o calendário enviado não era claro, falava em semanas mas não dizia quais as datas de cada semana, sendo que fiquei sabendo que o estágio efetivo em sala de aula começa dia 12/04 quinta, na aula presencial, cujo e-mail foi enviado na 4ªfeira, quase perco a aula. Outra crítica é com relação ao professor que criticou-nos de "analfabetas ao final de uma graduação" por não termos entendido o calendário, porém quando questionamos com ele na aula sobre o calendário e a data do estágio ele não sabia dizer, falou que não estava a par da data, então como pode nos criticar, se ele mesmo está por fora de quantas anda a programação!

ARQUITETURAS PEDAGÓGICAS

Estou relendo sobre as arquiteturas pedagógicas, proposta pedagógica de projetos de aprendizagens e pensando muito em como trabalhar dentro destas propostas com meus alunos, dando conta das demais tarefas exigidas na escola e dos conteúdos.
Bem, uma conquista já tive, consegui negociar com a escola e vou utilizar a sala de informática uma vez por semana, quando cada turma tem apenas uma vez por mês o horário. Já é um começo!
Fiz um levantamento prévio de perguntas de curiosidades que os alunos tem, para ter uma idéia dos recursos que terei de disponibilizar.
Esta semana já agendei um horário na sala de informática e combinei com a professora para criarmos um endereço de e-mail com os alunos para futuramente fazermos uma página no PBWORK, visto que a internet da escola não permite acesso ao blog, o que seria o ideal. Nesta página vamos registrar as aprendizagens dos alunos durante o desenvolvimento dos projetos.
Estou um pouco perdida quanto as datas, parecia que seria mais tarde a prática e já é semana que vem!
Resumindo, vou utilizar no estágio a proposta de projetops de aprendizagens em que os alunos desenvolverão trabalhos de pesquisa, observação, estudo de campo e registro daquilo que desejam aprender.
Será um grande desafio, mas estou ansiosa para ver os resultados e saber se eu serei capaz de exercer meu papel como educadora com inovações na minha prática.

domingo, 28 de março de 2010

O COMEÇO DO FIM

No início do curso,em 2007, lembro do professor Crediné falando que naquele momento parecia que demoraria muito, mas que quando menos esperássemos estaríamos no final, e, realmente, já estamos no final... estágio, TCC...

Estou bastante anciosa para realizar este estágio, que será um desafio, dentro da proposta de trabalho que desenvolveremos de ARQUITETURAS PEDAGÓGICAS, utilizando TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO.

Já pensando no estágio, iniciei o primeiro dia de aula com uma mensagem que dizia aos alunos
"Crianças gostam de fazer perguntas sobre tudo. Mas nem todas as respostas cabem num adulto."
( Arnaldo Antunes )
e, acrescentei que durante este ano letivo juntos buscaríamos as resposta para muitas perguntas que possuem e, expliquei que, como diz a frase, eu não daria as respostas porque elas não cabem todas dentro de mim, mas mostraria o caminho para que eles mesmos encontrassem as respostas às suas curiosidades.

Assim, acredito que esta seja a essncia da proposta de ARQUITETURAS PEDAGÓGICAS: mostrar o caminho para o conhecimento disponível em tantos meios de informação e comunicação.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

FALANDO EM AVALIAÇÃO

Já fiz uma postagem sobre este tema tão importante, mas este é um assunto que será o tema de muitos livros ainda. Quem sabe eu mesma não escrevo o meu! Sou educadora há 16 anos e avaliar com o fim de promover ou classificar no final do ano é sempre uma tarefa muito difícil. Mas acredito que o professor deve levar em consideração a história de vida do aluno sim, antes de determinar se ele aprova ou reprova. Tenho muitos colegas que só pensam na função diagnóstica da avaliação do aluno, se ele sabe ou não tais conteúdos ou se apropriou ou não de certas habilidades, no entanto não pensam que tais habilidades ou conteúdos primeiramente não são os fins da educação, o aluno poderá vir a se apropriar deles nos anos a frente, pensando que um conhecimento cria conexões com outro. Por exemplo, um conteúdo pode não ter sido aprendido no ano, mas com outras propostas, outros interesses ele poderá ser aprendido no outro. Nossa capacidade mental não é estanque, nosso cérebro cria situações de superação até para problemas físicos, quanto mais para cognitivos! O que mais me entristece é que o professor que não pensa nisso, ao reprovar está rotulando o aluno de incapaz. Vamos pensar um pouquinho mais: a maioria dos alunos que reprovam vem de uma situação familiar difícil afetiva e economicamente, a criança não tem incentivo, não lê, não faz uso de brinquedos que estimulam o raciocínio, na maioria das vezes não compreende o porque de ser reprovado e aí aceita o rótulo de "não consigo", "sou fraco", "estudar pra quê, se eu não sei mesmo", enfim. Nossa escola, a cada ano tem criado, em média, uma turma 30 alunos de reprovados, rotulados, que estão empacando nos anos seguintes, uma vez que perdem o interesse e a credibilidade na educação.

Pensando em estágio

Estou bastante ansiosa para o estágio com a proposta de projetos de aprendizagens. Estamos elaborando as arquiteturas pedagógicas que servirão de base para nosso estágio. É interessante pensar em propostas de projetos para crianças que ainda não sabemos como reagirão a esta proposta de aprendizagem. Fico me perguntando:
será que gostarão de trabalhar desta forma?
gostarão de ouvir as aprendizagens dos colegas?
vou conseguir fazer as intervenções necessárias e no momento certo?
como a escola e os colegas vão encarar este trabalho?
São muitas as perguntas para as quais ainda não tenho as respostas e acredito que estas só virão no decorrer do estágio ou no final dele, quando realizar as reflexões. No momento só tenho uma certeza, sendo esta a aprendizagem que quero deixar registrada aqui, de que
a educação precisa mudar para atender as demandas de novas perspectivas e interesses dos alunos.
É um desafio? Claro! Como qualquer mudança, em especial envolvendo sujeitos pensantes, com uma história de vida e curiosidades mil. Como argumentos a favor desta proposta que já defendi anteriormente é que ela proporciona habilidades básicas aos educandos de autonomia, autoria, convivência e cooperação, crítica e análise.
No decorrer do estágio respondo as minhas perguntas angustiantes!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

AVALIAÇÃO-UM DESAFIO

O último enfoque de Didática, Planejamento e Avaliação tinha por título "O que é avaliar?", um tema sempre presente quando se trata de formação pedagógica, porque o professor precisa ter claramente definido os parâmetros e critérios que servem de base para avaliar cada um de seus alunos, seres individuais, como citado no fragmento do texto de Lucinete Ferreira, "O contexto da prática avaliativa no cotidiano escolar": um ser humano histórico. Portanto, a avaliação não deve ter um caráter meramente classificatório, como se os sujeitos avaliados fossem simples objetos. Também não podemos mais aceitar a avaliação reducionista, conforme registrei no texto elaborado para a primeira atividade deste enfoque, aquela que

"ocorre em períodos bem distintos e determinados do ano, deixando de fazer parte de um processo contínuo;

detem-se no aspecto cognitivo da aprendizagem, privilegiando a memorização em detrimento dos outros aspectos da inteligência;

valoriza a utilização do instrumento prova ou exame, o que empobrece o processo avaliativo;

quando considera apenas o resultado da avaliação prestada nas provas e exames como sendo o resultado do desempenho do aluno, o fim do processo educativo dele."

Para que se efetive como uma prática coerente com o momento histórico de transformação da educação que vivemos, a avaliação deve ter uma concepção democrática. Citando Luckesi, a autora acima mencionada destaca que a escola com esta concepção constitui-se "uma organização que permite ao aluno caminhar dentro de seu estágio e sem retrocessos, construindo seu conhecimento dentro de suas características pessoais e a avaliação tendo a função fundamental de informar e dar consciência ao professor de como os alunos estão caminhando nesse processo, para poder reorientá-lo e tomar as decisões mais cabíveis."

refletindo sobre estas leituras e realizando as atividades fiquei feliz com a forma com que venho avaliando meus alunos, lançando sempre um olhar no todo, cognitivo, afetivo, emocional, psicológico, valorizando cada crescimento apresentado, concluindo cada ano letivo com a consciência tranquila!