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domingo, 23 de dezembro de 2007

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO

Lendo o texto de Libâneo sobre currículo, didática e projeto político-pedagógico,ele fala das intenções que levem à prática e que sejam avaliadas. Na página 21 do PPP da escola em que trabalho, destaca-se que a avaliação deve servir entre outras, para mudar a metodologia administrada se a maioria dos alunos não alcançou o objetivo, assim sendo a avaliação não é só do aluno, as também do professor e tem um caráter processual e investigativo e deve contribuir para promover o acesso ao conhecimento. Um exemplo de como modifiquei a prática através das avaliações dos alunos é quanto a interpretação de texto. A turma não estava apresentando bons resultados nas atividades envolvendo interpretação, então percebi que precisava mudar as atividades e a maneira de desenvolvê-las em aula. Procurei diferentes tipos de textos que poderiam ser usados para realizarmos interpretações, como receitas, histórias em quadrinhos, imagens e textos explicativos. Elaborei questões para interpretação destes textos e trabalhamos estas questões em grande grupo, sentados em círculo, assim os alunos podiam confrontar suas respostas com as dos colegas e perceber que existem questões em que as respostas podem ser escritas de forma diferente, mas que significam a mesma coisa. Também, oralmente era proposto que justificassem porque responderam de tal forma e rever o que diz o texto, será que está de acordo com a pergunta, levando os alunos a refletirem sobre o texto e as questões propostas, sendo que não ficava uma tarefa mecânica, leitura, resposta e correção, mas uma atividade dinâmica, leitura, reflexão, resposta, exposição das respostas, confronto, reflexão novamente e então correção e conclusão. O resultado é que vinte e um dos vinte e cinco alunos conseguiram atingir o objetivo de ler e interpretar textos. Os outros quatro ainda não conseguiram, sendo que apresentam outras dificuldades de caráter neurológico e cognitivo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

DIDÁTICA E INOVAÇÃO

No registro da primeira atividade da interdisciplina EPPC, escrevi o que entendia sobre didática, colo parte deste conceito aqui:
"A didática oferece os meios mais eficazes de desenvolver os objetivos e conteúdos estabelecidos no currículo. Através de estudos e pesquisas na área da educação, a didática oferece métodos, técnicas e materiais que ajudam o professor a realizar as atividades em sala de aula. Precisamos ter conhecimento de materiais didáticos apropriados para diferentes estudos que queremos fazer com os alunos. Durante o curso de Magistério, tínhamos aulas de didáticas, nestas aulas aprendemos a base para desenvolver as atividades em aula. Compreendemos como a criança aprende determinados assuntos e assim os meios que ajudarão nesta aprendizagem. Só que a didática do Magistério é só uma base, depois, no decorrer da prática precisamos estar constantemente procurando as didáticas mais eficazes para aplicarmos com nossos alunos."

No decorrer das leituras, lendo as postagens nos fóruns e depois, assistindo o filme Escola da Vida, percebi, inicialmente que meu conceito em relação a didática está correto, mas aprendi que o professor precisa ser criativo, disposto e conhecer muito bem seus alunos e como estes aprendem para inovar nas suas aulas, como acontecia no filme, com o professor D. O sucesso dele estava na inovação com que realizava suas aulas, surpreendendo os alunos. Na prática já pude sentir isso. Quando invento uma aula bem diferente, é muito gostoso ver a surpresa dos alunos e que a maioria ayinge os objetivos propostos, por envolverem-se com as atividades. Não posso deixar de citar novamente um trecho do texto de Dóris Bolzan em "Formação de Professores: Reflexões Sobre os Saberes e Fazeres na Escola", em que ela diz que o professor ao "refletir sobre sua ação pedagógica, ele estará atuando como um pesquisador da sua própria sala de aula, deixando de seguir cegamente as prescrições impostas pelo currículo escolar através do corpo diretivo (coordenação pedagógica e direção) ou pelos esquemas pré-estabelecidos nos livros didáticos, não dependendo de regras, técnicas, guia de estratégias e receitas decorrentes de uma teoria proposta/imposta de fora, tornando-se ele próprio um produtor de conhecimento profissional e pedagógico. "

sexta-feira, 5 de outubro de 2007