sábado, 4 de dezembro de 2010

TCC - uma conquista

Finalizando minha trajetória como estudante do curso de Graduação em Pedagogia, através do PEAD, era necessário a elaboração do trabalho de conclusão de curso, que realizei com muita dedicação, leituras e pesquisas. O tema escolhido, na minha concepção não poderia deixar de ser as tecnologias em favor da educação, ao empregar arquiteturas pedagógicas. Assim penso, porque o curso todo, por ser a distância, enfocou desde o início o uso da ferramentas tecnológicas de comunicação e informação, buscando formar pedagogos com as competências necessárias para fazer uso destas como recurso pedagógico inovador, prático e dinâmico. Desde o início do curso tive esta compreensão e todas as sugestões trabalhadas nas interdisciplinas procurei aplicar em sala de aula e no estágio, claro, apliquei PAs.

Quando como aluna desenvolvi o PA sobre Ciclones, destaquei em uma postagem reflexiva que

Aponto como principal vantagem deste tipo de trabalho: aprender com aquilo que nos interessa. Na minha avaliação, nosso trabalho está ficando muito bom, modéstia a parte, e atribuo isso ao fato de que realmente queríamos obter as respostas para as nossas dúvidas e ver se nossas certezas se confirmavam ou não. A medida que ia aprendendo ficava impressionada com as informações, o quanto era complexo o assunto e, a partir de uma aprendizagem acabava surgindo outra, para que compreendesse realmente os processos envolvidos.
Com certeza, adaptar este tipo de trabalho aos meus alunos seria muito mais interessante para a aprendizagem deles. Mas confesso que, mesmo considerando este método eficiente para proporcionar aprendizagens, ainda não sei como seria coordenar o trabalho em sala de aula com diversos temas sendo pesquisados. Precisamos, nós professores, de orientação e apoio da equipe diretiva da escola para desenvolver PAs com nossos alunos, isso requer também mudanças no nosso currículo.

Portanto, dediquei meu TCC ao estudo das habilidades e competências possíveis de serem desenvolvidas com a aplicação de PAs e uso de tecnologias de comunicação e informação.

Meu TCC pode ser visualizado no link:

tccversao3_patilopes.pdf

ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Meu estágio foi com meus alunos de 4º ano da manhã. Apliquei Projetos de Aprendizagem, tendo como suporte os conhecimentos adquiridos em 2009/2, conforme destaquei na seguinte postagem:

"a proposta de aprendizagem a partir de projetos elaborados em cima da curiosidade dos alunos, de questões levantadas por eles é inovadora, tem base teórica e é significativa para a aquisição do conhecimento autônomo.
INOVADORA-porque esta nova metodologia de ensino se faz possível com as tecnologias de comunicação digitais e virtuais, que permitem o acesso a todo tipo de informação e imagem, de qualquer parte do mundo (globalização).
APOIO TEÓRICO-o trabalho com PAs tem suportes naPedagogia da Autonomia de Paulo Freire em encontro com Jean Piaget, formando a proposta de educação dePedagogia da Incerteza, sendo que a aprendizagem em rede não pode partir de ações que traduzam ideias em práticas, mas necessita de expressão em práticas pedagógicas.
SIGNIFICATIVA-porque educa para a busca de solução de problemas reais, transforma informações em conhecimento, educa para a autoria, a expressão, a interlocução, investigação, autonomia e a cooperação.
As evidências de que é preciso mudanças na educação estão nas grandes dificuldades que eu e meus colegas professores estão enfrentando nas salas de aulas, com alunos desmotivados, inquietos, desatentos, com baixos rendimentos na aquisição das habilidades básicas de leitura e escrita e quatro operações, portanto cheios de criatividade, energia, disposição e principalmente curiosidade em conhecer o mundo que os cerca, muito além da escola.


A arquitetura peadgáogica de PAs, na prática em sala de aula se configurou como um recurso eficaz, produtor de aprendizagens múltiplas entre os alunos.

SEMESTRE 9

AVALIAÇÃO E ESTÁGIO

Para planejar a ação da prática de estágio, fez necessária uma retomada dos estudos sobre PLANEJAMENTO e AVALIAÇÃO. Segundo publiquei em postagens anteriores, sobre a importância do planejamento, que ao

"planejar seu trabalho o professor deve considerar se o tema escolhido é, entre outros aspectos:
  • importante e relevante para o aluno
  • desperta e satisfaz sua curiosidade
  • parte do diálogo com ele e o motiva
  • contribui para a sua vida
  • é acessível, pertence ao seu cotidiano
  • desencadeia outras possibilidades de projetos de estudo
Quanto a avaliação, registrei que

"Para que se efetive como uma prática coerente com o momento histórico de transformação da educação que vivemos, a avaliação deve ter uma concepção democrática. Citando Luckesi, a autora acima mencionada destaca que a escola com esta concepção constitui-se "uma organização que permite ao aluno caminhar dentro de seu estágio e sem retrocessos, construindo seu conhecimento dentro de suas características pessoais e a avaliação tendo a função fundamental de informar e dar consciência ao professor de como os alunos estão caminhando nesse processo, para poder reorientá-lo e tomar as decisões mais cabíveis."

Como profissional que trabalha com pessoas, cada uma com suas características e história de vida próprias, sempre me preocupei em desenvolver um trabalho que respeitasse o aluno como um todo e, ao avaliar, considerasse sua habilidades e competências. Os conhecimentos conforme descritos acima, apóiam esta concepção que já tinha, porém agora, com fundamentação teórica.

domingo, 21 de novembro de 2010

SEMESTRE 8

A interdisciplina que se destacou neste semestre foi a de EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS. Realizei as seguintes postagens refrentes ao que li e estudei:

“Nas leituras que já realizei até agora, reforçei a opinião que já tinha favorável a inclusão por ser importante as crianças e levar em consideração a diversidade. Agora espero ter os meios de melhorar a educação destes alunos, na apropriação de conhecimentos e habilidaes que lhe deem mais autonomia.

Nesta primeira postagem mencionei o desejo de melhorias. Em maio/2009, postei sobre artigos da lei que especificam o que os sistemas de ensino devem oferecer a fim de promover a educação aos PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS e então desabafei:

“Por que a dúvida? Isso está definido na lei, mas nem Sapiranga, nem Novo Hamburgo onde moro, e nem em outros municípios da região oferecem este apoio pedagógico aos professores e educandos portadores de necessidades especiais nas classes comuns. Sapiranga oferece serviços especializados em centros como o NAE- Núcleo de Atendimento ao Educando, APAE, APADA, escola pólo para deficientes visuais. Porém atendimento nas escolas regulares, junto aos professores ou com os alunos não existe. Mas se é lei, quando irá vigorar? Tem um prazo para os municípios se adequarem a lei? Ou cada um faz como pode ou acha melhor? Precisaria de mais esclarecimentos tanto da lei como do cumprimento dela por parte das autoridades competentes.

Nesta interdisciplina obtive um conhecimento muito importante sobre a plasticidade neural:

“Trata-se da capacidade ou habilidade do sistema nervoso de tomar a forma ou alterar a forma e funcionamento a partir da demanda ou exigência do meio. Junto com este conhecimento é importante sabermos, como educadores, que a escola funciona como uma provedora de estímulos. Segundo o texto, "o ambiente escolar promove desafios de aprendizagem...O estudo da plasticidade neural vem nos demonstrar que o ser humano é ilimitado e que, apesar das condições genéticas ou neurológicas, o ambiente tem forte intervenção nesses fatores. Quanto mais o meio promove situações desafiadoras ao indivíduo, mais ele vai responder a esses desafios e desenvolver habilidades perdidas ou que nunca foram desenvolvidas. Uma criança com atraso no desenvolvimento motor, ou com uma paralisia cerebral, quando incluída em ambiente escolar inclusivo, tem inúmeras razões para se sentir provocada a desenvolver habilidades que não desenvolveria em um ambiente segregado."

Hoje, ao rever esta postagem posso dizer com satisfação que a escola onde trabalho já possui uma sala de atendimento multifuncional, atendendo alunos portadores de necessidades educacionais especiais, buscando a forma mais conveniente para estes alunos se apropriarem do conhecimento, explorando suas potencialidades.

SEMESTRE 7

Este semestre foi bastante reflexivo profissionalmente, ao analisar vários aspectos referentes aos direitos como profissional da educação, como membro docente de uma comunidade escolar. Durante as leituras e postagens passei a ver a importância de me posicionar, portanto postei o seguinte:

“Estou começando a criar coragem para me posicionar diante daquilo que não concordo, não de forma a querer que as coisas aconteçam sempre do jeito que eu quero, mas evidenciar o que penso faz parte do meu direito como membro da comunidade escolar, dita democrática, que portanto deve ter a participação ativa, levando em conta o que favorece a maioria, descentralizando o poder decisório de alguns. Aos poucos devo perder o medo de causar rupturas positivas, que podem levar outros a se manifestarem, que como eu, até então, criticam calados.”

Logo em seguida, fiz a postagem que analisa a importância do aperfeiçoamento do profissional da educação:

“Faço então a relação com o texto de Neusa Chaves Batista, em "A gestão democrática como modelo institucionalizado de administração da educação", quando menciona que através da democratização da educação 'as conquistas são muitas...e que é um conjunto de debates que oportunizaram e oportunizam sempre o exercício da negociação dos conflitos e o aprofundamento de concepções e das estratégias que as viabilizam. A luta por mais e mais democracia, fonte inesgotável do aperfeiçoamento da convivência humana, tem na educação sua maior sustentação e por isto tem de ser valorizada como prática política e pedagógica em todas as escolas." A medida que nos aperfeiçoamos como profissionais podemos conquistar mais espaço na sociedade!

O estudo de Marx e Mézsáros proporcionou um aprofundamento da necessidade de nos darmos tempo para estudar e da essência da educação:

“Marx afirmava que "o tempo livre é o campo de desenvolvimento do homem", portanto a luta dos trabalhadores pela redução da jornada de trabalho era verdadeiramente revolucionária. À medida em que homens e mulheres possam reduzir individualmente o trabalho social a ser realizado, poderão voltar-se ao desenvolvimento pleno de suas capacidades. Ao passo que Mézsáros coloca a educação como produtora de indivíduos conhecedores de suas próprias potencialidades e capacidades, ao falar de uma educação não formal, mas essencial.

Finalizando as postagens deste semestre, analisei dois aspectos referentes a carga horária. Agora posso atualizar a informação referente as horas de planejamento, que passaram de 2 horas semanais para 4 horas semanais. Veja como registrei em novembro de 2008:

“A LDB determina que o professor tenha 20% de sua carga horária semanal reservada para planejamento (hora atividade), eu só tenho 2h semanais para planejar.
A LDB determina que sejam 20h semanais por turno de serviço, eu trabalho 22h semanais por turno, assim, 44h por semana nos dois concursos. Consequência: sempre devo horas para a escola.
PARA REFLETIR: Mesmo que tivessemos 4h semanais de planejamento, o professor dedicado, empenhado em atingir os objetivos com seus alunos, fará isso somente nestas 4h e saindo da escola estaria livre de preocupações e pesquisas de material para criar atividades diferentes e interessantes para os seus alunos?
Colega professor, você sabe que a nossa carga horária é muito mais que as cumpridas em sala de aula. E as participações nas promoções da escola, e os cursos de capacitação, e o que gastamos do nosso dinheiro para elaborar materiais didáticos. Isso tudo não é visto. Ainda temos que ouvir que professor tem vida boa, tem 2 meses de férias!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

SEMESTRE 6



Não era possível destacar uma das interdisciplinas apenas neste semestre, então fiz em forma de gráfico com o recurso do Smartart do Windows. Acredito que consegui sintetizar apresentando a essência de cada abordagem interdisciplinar.
POSTAGENS: LETRAMENTO EM QUESTÃO

SEMESTRE 5

PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS

Destaco como principal interdisciplina deste semestre esta intitulada Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, pois com a inclusão de alunos portadores de necessidades especiais nas escolas de ensino regular, mais do que nunca o professor precisa estar preparado para proporcionar a esses alunos uma educação que desenvolva suas potencialidades, lembrando que inclusão não é só ter o aluno com deficiência física ou mental em sala de aula, mas ter uma sala de aula que lhe permita estar incluído como aluno capaz de aprender dentro das suas limitações. Uma das aprendizagens muito significativas foi sobre a plasticidade neural, no texto "CONHECENDO O ALUNO COM DEFICIÊNCIA FÍSICA ". Com este texto aprendi que trata-se da capacidade ou habilidade do sistema nervoso de tomar a forma ou alterar a forma e funcionamento a partir da demanda ou exigência do meio. Junto com este conhecimento é importante sabermos, como educadores, que a escola funciona como uma provedora de estímulos. Segundo o texto, "o ambiente escolar promove desafios de aprendizagem...O estudo da plasticidade neural vem nos demonstrar que o ser humano é ilimitado e que, apesar das condições genéticas ou neurológicas, o ambiente tem forte intervenção nesses fatores. Quanto mais o meio promove situações desafiadoras ao indivíduo, mais ele vai responder a esses desafios e desenvolver habilidades perdidas ou que nunca foram desenvolvidas. Uma criança com atraso no desenvolvimento motor, ou com uma paralisia cerebral, quando incluída em ambiente escolar inclusivo, tem inúmeras razões para se sentir provocada a desenvolver habilidades que não desenvolveria em um ambiente segregado."

Hoje tenho uma aluna portadora de necessidade educacional especial devido a deficiência motora. Para ela adaptamos um notbook que facilita a escrita, ela usa uma órtese na perna e na mão direita para evitar a atrofiação e recebe atendimento na sala multifuncional. Procuro valorizar sua potencialidade e a incentivo muito, pois ela precisa saber que tem capacidade e que não é uma "coitadinha" como muitos acabam pensando. Aos poucos ela tem progredido e fico feliz por ter recebido informações sobre este tipo de aluno em minha graduação, consigo ter um olhar diferenciado e percebo que existem colegas da área que não conseguem e, portanto, não aceitam a inclusão.