segunda-feira, 11 de outubro de 2010

SEMESTRE 4

PROJETO DE APRENDIZAGEM

Neste semestre passamos a por em prática a arquitetura pedagógica de Projeto de Aprendizagem. Foram muitas as aprendizagens, tanto que estou escrevendo meu trabalho de conclusão sobre este tema, junto com tecnologias de comunicação e informação. Mas foi lá em 2008/2 que esta proposta didática passou a se configurar pra mim como recurso pedagógico aplicável e eficaz. Na época fiz uma postagem em que comentei o seguinte:

"Agora quero me aprofundar nos aspectos que envolvem o desenvolvimento de projetos de aprendizagem e me habilitar a utilizar estes como recurso pedagógico em minhas aulas e me tornar, como diz Paulo Freire, uma educadora com a consciência crítica do educando cuja "promoção" da ingenuidade não se faz automaticamente. (Pedagogia da Autonomia)"


No entanto, mesmo depois de desenvolver um PA a partir de um assunto que me interessava, ainda havia a incerteza, conforme tinha registrado em meu blog:

"Com certeza, adaptar este tipo de trabalho aos meus alunos seria muito mais interessante para a aprendizagem deles. Mas confesso que, mesmo considerando este método eficiente para proporcionar aprendizagens, ainda não sei como seria coordenar o trabalho em sala de aula com diversos temas sendo pesquisados. Precisamos, nós professores, de orientação e apoio da equipe diretiva da escola para desenvolver PAs com nossos alunos, isso requer também mudanças no nosso currículo."

Hoje já posso dizer que é possível sim aplicar PA com alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental, pois apliquei e deu certo, claro que houveram adaptações e obstáculos, principalmente na questão da tecnologia, mas consegui inovar em sala de aula e me surpreendi com a capacidade das crianças em aprender a partir de suas curiosidades.

SEMESTRE 3

FAZER PERGUNTAS

Foram muitas as aprendizagens neste semestre, nas áreas da Matemática, das Ciências Naturais, Estudos Sociais e Tecnologias de Informação e Comunicação. No entanto vou destacar uma das aprendizagens mais significativas pra mim, como educadora, que é o saber perguntar e permitir ser questionado. Isso me remete ao vídeo de Rubem Alves, a partir do qual fiz a seguinte reflexão:
O vídeo “Saber e sabor” nos mostra Rubem Alves dizendo que o professor precisa “ensinar a pensar”, e isso se consegue se permitirmos aos alunos serem curiosos. Como conhecer suas curiosidades? Por incentivarmos que estes nos façam perguntas! Não as perguntas para as quais temos respostas prontas, fáceis, aquelas que esperamos, mas perguntas que nos levarão a pesquisar e a aprender a resposta juntamente com o aluno.
O “professor não deve ser apenas um respondedor a todas as perguntas dos seus alunos, mas ser um bom perguntador, que leve seus alunos a pesquisa, a buscar as respostas”. Que propicie um ambiente investigador em sala de aula, trazendo diferentes recursos visuais, concretos/palpáveis, de pesquisa (livros, revistas científicas, folhetos informativos, jornais), que saia da sala em busca de respostas no próprio
meio físico de seus alunos.
Para que os alunos busquem respostas é necessário exercitar a sua curiosidade, é preciso que tenhamos sede de compreender o universo físico, social, político e cultural, mas para aprender, é fundamental trabalhar com perguntas que ainda não sabem responder, senão, o que estariam aprendendo? Conforme a citação “ [...] No ensino esqueceram-se das perguntas, tanto o professor como o aluno, esqueceram-nas, e no meu entender todo conhecimento começa pela pergunta. Começa pelo que você, Paulo, chama de curiosidade. Mas curiosidade é uma pergunta!”. “[...] O que está acontecendo é um movimento unilinear, vai de cá pra lá e acabou, não há volta, e nem sequer há uma demanda; o educador, de modo geral, já traz a resposta sem lhe terem perguntado nada!” (Freire, Fundez, 1985), nos faz refletir, pois realmente já levamos aos alunos as respostas ou buscamos por respostas lógicas, no entanto a aprendizagem a partir das perguntas rompe o ciclo vicioso onde o que impera é a resposta, buscar-se-á resgatar a importância das perguntas e aprender a explorá-las, analisá-las, refiná-las, refazê-las, aprofundá-las na busca por respostas.

Esta reflexão contribuiu muito para compreender depois a aplicação de projetos de Aprendizagens como arquitetura pedagógica, em que se parte da curiosidade, da pergunta que leva a investigação.

domingo, 10 de outubro de 2010

SEMESTRE 2


RELACIONANDO CONCEITOS


Num retorno às interdisciplinas desenvolvidas no semestre 2, encontrei conceitos que se relacionam em cada uma das interdisciplinas e, claro, levam a uma educação de qualidade, visando sempre o aluno e seus aspectos cognitivos, afetivos e sociais.

1- O texto de Henri Giroux, aponta este aspecto significativo da instituição escolar com um projeto pedagógico elaborado para a formação sócio-politítica dos sujeitos: "Tornar o político mais pedagógico significa utilizar formas de pedagogia que incorporem interesses políticos que tenham natureza emancipadora; isto é, utilizar formas de pedagogia que tratem os estudantes como agentes críticos; tornar o conhecimento problemático; utilizar o diálogo crítico e afirmativo; e argumentar em prol de um mundo qualitativamente melhor para todas as pessoas. ...indivíduos e grupos em seus diversos ambientes culturais, raciais, históricos e de classe e gênero, juntamente com a particularidade de seus diversos problemas, esperanças e sonhos."

2 - Diana Goulart, em seu texto " Dalcroze, Orff, Suzuki e Kodály - Semelhanças, diferenças, especificidades" aponta que a música na escola deve ser usada como um dos recursos a ser incluído nos projetos políticos pedagógicos das escolas pois: "Um ponto fundamental é o reconhecimento da criança enquanto ser “visível”, dotado de características próprias, e não um projeto de adulto, ou um adulto incompleto. A psicanálise estuda os acontecimentos da infância e os aponta como origem de possíveis neuroses futuras; passa-se a levar em conta, na pedagogia, as etapas de desenvolvimento cognitivo, procurando-se estimular cada fase apropriadamente; compreende-se cada vez mais a importância do afeto, da motivação, da brincadeira na educação infantil e na construção de um universo adulto mais rico e saudável."
3- Qual a função pedagógica do teatro na escola? Segundo Cleusa Joceléia Machado,professora de Artes Cênicas da UFRJ, " Quando a atividade na aula de Teatro oferece a oportunidade de alguém compor algo para os seus pares, outorga-lhe também um papel de falar de e sobre aquele grupo. Desta forma, aquilo que o estudante acentua de comicidade, os temas que escolhe dar relevância, como elabora a composição gestual dos personagens, entre outras ações, manifestam sua opinião sobre o seu meio e sobre as pessoas que lá estão inseridas. De alguma maneira, o seu modo de vida e o do seu grupo se expressam nas mínimas escolhas das formas com que elabora sua expressão artística." Novamente percebemos a função formadora de sujeitos sociais, de convivência em grupo o que prepara para a vida em comunidade e sociedade. A escola é uma instituição social.

4- Nesta citação extraída do site da interdisciplina de Ludiciade e educação, novamente aparece a função da escola como formadora de sujeitos para a vida em sociedade: "O aluno precisa repetir, fazer sucessivas vezes para assimilar, entender os desafios do jogo para poder, também, compreender os desafios que lhe serão certamente impostos pela vida. "

5- Arte e educação apresenta uma proposta de trabalho com o ensino de artes, a partir de projetos de aprendizagem, fundamentado pelo autor Fernando Hernándes, denominado de "Projetos de Trabalho" que tem por princípio, formar indivíduos com uma visão mais global da realidade, vincular a aprendizagem a situações e problemas reais, trabalhar a partir da pluralidade e da diversidade, preparar para que aprendam durante toda a vida, etc.

6- Esta interdisciplina aponta a literatura rica em livros infanto juvenis que servem de instrumento pedagógico fértil para ser adaptado aos mais diferentes tipos de projetos, assuntos, conteúdos e saberes que se pretende desenvolver com os alunos, basta uma busca minunciosa do professor entre as prateleiras das bibliotecas escolares e públicas e uma boa preparação para contar histórias de forma a estimular a imaginação infantil e abrir horizontes além da realidade vivenciada pelas crianças.

sábado, 9 de outubro de 2010

SEMESTRE 1- 1ª POSTAGEM

ARISTÓTELES


Passeando pelo site da interdisciplina Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica, lendo o texto on line sobre a Maquinaria Escolar, encontrei o link que direcionava para Aristóteles, um dos grandes filósofos que contribuiu muito na formação histórica do que hoje é a educação. Podemos ver claramente, que apesar de tanto tempo atrás, Aristóteles já tinha um método de ensino bastante atual, conforme podemos ver neste trecho que sintetiza sua forma de conduzir a aprendizagem de seus discípulos:

Rigor no método - Depois de estudar as leis do pensamento, o processo dedutivo e indutivo aplica-os, com rara habilidade, em todas as suas obras, substituindo à linguagem imaginosa e figurada de Platão, em estilo lapidar e conciso e criando uma terminologia filosófica de precisão admirável. Pode considerar-se como o autor da metodologia e tecnologia científicas. Geralmente, no estudo de uma questão, Aristóteles procede por partes:
a) começa a definir-lhe o objeto;
b)passa a enumerar-lhes as soluções históricas;
c)propõe depois as dúvidas;
d) indica, em seguida, a própria solução;
e) refuta, por último, as sentenças contrárias.

Ao me deparar com os procedimentos com que Aristóteles dirigia os estudos fiz uma relação com a arquitetura pedagógica de Estudo de Caso, em que o professor propõe uma situação problema ou parte de uma situação apresentada pelo aluno e para ajudar na tarefa, como mostra o texto "Arquiteturas Pedagógicas para educação à distância"o professor apresenta, justa põe e contrapõe respostas e alternativas encontradas por especialistas, ou colegas, para problemas semelhantes, ou seja, enumera soluções históricas. Ao propor dúvidas ou refutar sentenças, o professor estará promovendo o feedback entre os alunos e suas descobertas.













domingo, 30 de maio de 2010

EDUCAÇÃO EM BUSCA DA QUALIDADE DO APRENDER

Este fim de semana durante uma palestra de capacitação oferecida pelo município de Sapiranga onde trabalho, trouxe o palestrante Max Haetinger com o tema "A escola que encanta e transforma vidas", me fez refletir sobre a minha graduação em Pedagogia pela UFRGS, com uma proposta de educação voltada para as novas tecnologias de informação e comunicação. As interdisciplnas tem me convencido da necessidade de mudanças significativas na educação. No entanto as minhas novas aprendizagens em termos de novas estratégias do meu agir como educadora esbarram na falta de compreensão da categoria ainda presa ao sistema tradicionalista de educar, em que o professor é o detentor do conhecimento e o aluno precisa aprender a reter o conhecimento como o professor o apresenta, ainda mais, colegas apegados a conteúdos prescritos para o ano, mas nem sempre de acordo com a curiosidade, interesse e necessidade dos alunos.
Alegremente, até porque o palestrante realmente nos encantou com sua performance como educador que sente prazer em educar, mas também porque sua mensagem mostrou claramente o que eu, como graduanda já sabia. Destaco aqui algumas de suas falas e minha reflexão de acordo com minhas aprendizagens:
  • "Aprendizagem é quando o aluno coloca em prática o conhecimento que reteve."

De fato, foi-se o tempo em que se avaliava o aluno pelas notas de uma prova, de conteúdos memorizados para aquele momento. A aprendizagem do aluno deve ser avaliuada pelas suas mudanças a partir dos conhecimentos que vai assimilando, de como processa esses conhecimentos na sua vivência, em suas relações interpessoais.

  • "...você deve entrar com os olhos voltados para o futuro e para um mundo cada vez melhor."

O professor precisa estar atualizado no que diz respeito ao uso de tecnologias. Como ele disse, não podemos ficar naquela de que "eu não gosto, naõ sei usar, isso não é pra mim". Nossa era exige atualização, nossos alunos estão inseridos nesse meio em que a informação está muito avançada, temos que saber usar para poder orientar.

  • "Nunca responda uma pergunta com uma resposta, sempre responda com outra pergunta..." ( Citando Sócrates)

Perguntas_a essência da arquitetura pedagógica de projetos de aprendizagens que passamos a desenvolver como alunas e estamos aplicando em nossos estágios.

  • "A cooperação e colaboração como base das relações"

A interatividade com que desenvolvemos muitos de nossos trabalhos através dos meios de comunicação interativos (blog, e-mail, msm) e que precisamos conquistar para nossos aprendizes nas relações em sala de aula são fundamentais em nossos tempos.

  • "A escola do lúdico, expressão, movimento e cultura"

Esta frase me levou a lembrar da interdisciplina Ludicidade e Educação que nos mostrou a importância do lúdico, do jogo no desenvolvimento cognitivo das crianças, do poder que o brincar tem na formação de habilidades.

Finalizando sua apresentação um de seus slides continha:

"Escola integrada culturalmente + Expressão corporal e artística + Tecnologia permanente = APRENDIZAGEM REAL E CONSCIENTE"

Espero agora que toda essa riqueza de concepção de educação tenha atingido o coração de muitos educadores e que estes passem a explorar novas ferramentas em suas aulas e compreendam a ações pedagógicas que as futuras pedagogas formadas pela UFRGS estão propondo!

domingo, 23 de maio de 2010

REFLETINDO SOBRE LIMITAÇÕES DO PA

Estou aplicando a arquitetura pedagógica de Projeto de Aprendizagem com meus alunos do quarto ano. Sem dúvida é uma nova forma de proporcionar uma educação voltada para o conhecimento autônomo, interativo, cooperativo e, pensando em futuro, formando sujeitos capazes de utilizar os recursos tecnológicos de informação e comunicação.
No entanto, conforme apontado no texto: Projeto de Aprendizagem? O que é? Como se faz?, "...o processo é lento..." De fato, estou me sentindo limitada em relação ao uso das tecnologias, que segundo o texto citado, sem a tecnologia é quase impossível proporcionar interatividade. Vejam bem: eu tenho acesso a informática e internet, até mesmo consegui mais horários para desenvolver os projetos com minha turma, mas isso significa ter um horário por semana e nem sempre temos internet no laboratório. Duas situações que desanimaram: num dia os alunos digitaram suas pesquisas e no outro foram concluí-las e, elas não estavam no computador! Outro dia alguns alunos digitaram no blog e, quando foram salvar, a conexão havia caído..., perderam tudo outra vez! Estas são situações que acabam desanimando e demorando demais o desenvolvimento do projeto, os alunos já estão perdendo o interesse, pois não chegam a conclusão dele. Temos que lembrar também que quando na sala de informática, como as crianças tem um acesso muito limitado, em uma hora conseguem digitar um parágrafo, alguns nem isso!
Quero deixar claro que não estou desmerecendo esta proposta pedagógica, apenas estou desabafando sobre alguns empecilhos que confirmam o que citei: é um processo lento! Existem muitas transformações a nível de instituição em oferecer o suporte técnico e os espaços capazes de atender a demanda de todos os alunos.

domingo, 2 de maio de 2010

APLICAÇÃO DE PAs COM OS ALUNOS


Estou aplicando com meus alunos a arquitetura pedagógica de Projetos de Aprendizagens. Conforme registrei na avaliação desta semana que se passou:

"Foi bastante interessante ouvir as certezas e dúvidas dos alunos. Percebi que a forma de educação a que estão acostumados não os leva a pensarem que sabem muitas coisas e por isso a primeira reação é dizer que não sabem nada. Também compreendi que este pensamento tem a ver com o fato de acharem que aquilo que sabem não é certo e então não falam com medo de errar. Precisei explicar que com este trabalho eles aprenderiam que muitas certezas estão corretas e algumas não. Tirariam as dúvidas, mas outras surgiriam."




E ainda:
percebo a satisfação dos alunos quando estão reunidos nos grupos e falando sobre suas curiosidades. Recebi o seguinte elogio da professora bibliotecária: “teus alunos estão uma amor pesquisando aqui, precisa ver como ficam impressionados de ver nos livros as figuras, as explicações, estou achando muito interessante este trabalho que tu estas propondo.”




Concluindo minha reflexão digo que, assim como eu senti prazer em aprender através de um PA, onde pesquisei sdobre um assunto de meu interesse, os alunos também se realizam na escola com uma educação mais autônoma, que valoriza seus interesses e permite que cresçam em conhecimento, mais ainda, sabendo onde buscar o conhecimento.